MEU MUNDO DE PALAVRAS...

      screver é uma prazerosa arte, de lidar com o imprevisível, de retratar o impossível, de fugir e inventar o visível, de materializar o invisível. Tudo o que se cria foge para um mundo onde possa ser realizado, onde possa ganhar forma e vida, onde encontre um espaço para seus personagens e ações. Eis a cabeça do leitor, a "grande vítima" das palavras, elas o rondam, o perseguem até persuadí-los e fazê-lo refém de suas tramas e versos. Vendo o poder das palavras, vi a possibilidade de também criar um mundo, e fazê-las minhas companheiras. Difícil missão, para ser poeta tem de levar um pesado cargo, um que um certo iatabirano revelou. E foi num sonho... Quando nasci um anjo, desses que vivem na sombra, disse:-Vai Tales ser gauche na vida!!!! E a isto me reduzi, fadado ao crime e castigo de ser poeta torto,assim como aquele mineirinho itabirano. E desde então, tenho oferecido a minha vida como um servo das palavras, contemplando o seu poder, e parado no tempo perplexo com o seu poder exclamei com Cecília: - Ai palavras, ai palavras, que estranha potência a vossa!É num momento de êxtase, nem ritus de ourives, vou escupindo na áspera página em branco, as palavras ardentes, intensas, inquietas, vívidas. E foi assim que descobri, junto com Clarice, um dos propósitos de escrever:"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Eis a minha missão, relatar o que a vida me propõe, momentos de insania e lucidez, momentos de tristeza e alegria, um jogo de luz e sombra, o vôo de uma borboleta, uma gota de água... Enfim, relatar o que cada palavra de trouxer de obrigação... E trazer a cada leitor a beleza de meu ofício!!! 
SEJAM BEM-VINDOS AO MEU
                                               
                                      
                               

segunda-feira, 21 de março de 2011

MEU MUNDO DE PALAVRAS


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Escrever é uma prazerosa arte, de lidar com o imprevisível, de retratar o impossível, de fugir e inventar o visível, de materializar o invisível. Tudo o que se cria foge para um mundo onde possa ser realizado, onde possa ganhar forma e vida, onde encontre um espaço para seus personagens e ações. Eis a cabeça do leitor, a "grande vítima" das palavras, elas o rondam, o perseguem até persuadi-los e fazê-los refém de suas tramas e versos.
Quando se escreve compõe-se um mundo onde tudo é passível de reinvenção, aliás, a vida é um exercício de reinvenção. Quando se coloca as essências da vida no branco do papel, tudo se transforma num incerto de várias possibilidades, o logro de ser escritor está na capacidade de não se limitar. Faz-se do verso a mão amiga, a lágrima rolada, o passo dado, a pedra atirada. Tudo é motivo de escrita, fato de beleza e arte.
O escritor também é um sádico, nas palavras de Pessoa é um fingidor. Finge a pena e a tristeza, finge a dor e o lamento, finge a alegria e a paixão. Mas quem garante Pessoa, que de profundamente fingido, não se torne verdadeiramente sentido? Ah! Como muitas vezes nos cortam as palavras de tristeza, nos torturam as palavras de agonia, nos felicitam as palavras de carinho, nos escravizam as palavras de amor.
Pobre é a sina do poeta, pois é da dor mais intensa que nasce o mais lindo poema. Revela-se um exímio alquimista de sentimentos, mutáveis e enigmáticos. O que guarda o coração do poeta? De quanta paixão se resguarda? De que palavras se descrevem?  
Vendo o poder das palavras, vi a possibilidade de também criar um mundo, e fazê-las minhas companheiras. Difícil missão, para ser poeta tem de levar um pesado cargo, que um certo iatabirano revelou. E foi num sonho... Quando nasci um anjo, desses que vivem na sombra, disse:- Vai Tales ser gauche na vida!!!! E a isto me reduzi, fadado ao crime e castigo de ser poeta torto, assim como aquele mineirinho itabirano.
E desde então, tenho oferecido a minha vida como um servo das palavras, contemplando o seu poder, e parado no tempo perplexo com o seu poder exclamei com Cecília: - Ai palavras, ai palavras, que estranha potência a vossa!É num momento de êxtase, nem ritus de ourives, vou esculpindo na áspera página em branco, as palavras ardentes, intensas, inquietas, vívidas. E foi assim que descobri, junto com Clarice, um dos propósitos de escrever: "Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Eis a minha missão, relatar o que a vida me propõe, momentos de insânia e lucidez, momentos de tristeza e alegria, um jogo de luz e sombra, o vôo de uma borboleta, uma gota de água... Enfim, relatar o que cada palavra de trouxer de obrigação... E trazer a cada leitor a beleza de meu ofício!!! 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

SÓ SE AMA QUEM ESTÁ POR PERTO? [ MEU PRIMEIRO POEMA]

 


Só se ama quem está por perto?
Ou será que se ama sozinho?
Acho que o amor se ama com uma foto
Uma carta ou até uma tiara
Será que o amor tem casa?
Ou será que tem apartamento?
Será que o amor é uma pessoa?
Ou será um animal?
Acho que o amor é uma dimensão
Onde cada vez que mais se ama
Mais se vai explorando
O amor é comestível?
Ou será uma bebida?
Acho que o amor desperta alegria
tristeza e emoção.


Tales S. Pereira- 9 anos

VAGO

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Vago é o meu espaço
No vácuo vento disperso
Vago na vértice do ponto
 Conto de estórias vago

Vago é o meu pensamento
Sentimento de amores vago
Desamores de vida: fato!
Na alma de um sofredor nato

Vago é o meu horizonte
Caronte nele navega
Vago é o meu corpo que se entrega
Voa no vago do monte

Vaga é a minha vida vazia
Vasta vagueia vazante
Rasante de feitos errantes
Reflete se de cheia: o que faria?

Vago é o meu vago
Fátuo de glórias! Meu ego!
De imensas faces me faço
Completo o vasto de meu vago...

Tales S. Pereira








quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

POR QUE SONHAMOS?


SE ME PERGUNTAM UMA COISA DESTAS
SOFRO DE IMEDIATO UMA SÍNCOPE
NA VIDA QUEM NUNCA SONHOU?
QUEM NUNCA PROVOU OU PROVA
DESTE DELICIOSO EXERCÍCIO
O SONHO NUTRE A ALMA
FASTIGADA DE TRISTEZAS
MORTA DE DECEPÇÕES
ALVEJADA DE ANGÚSTIAS
E O SONHO TRAZ PARA ESTA POBRE
SOMBRA A LUZ DE EXISTIR
UM"ALGO MAIS" QUE É CALOROSO
UMA FANTASIA QUE É ESSENCIAL
PARA QUEM VIVE
SONHAR NÃO FAZ MAL
E ATRAVÉS DA PERSISTÊNCIA
PODE VIRAR REALIDADE
O SONHO TRAZ LEVEZA
REVELA A PUREZA QUE CADA UM TEM GUARDADO DENTRO DE SI
E MUITAS VEZES NÃO SABE QUE EXISTE
POR QUE EU SONHO?
SIMPLES, PORQUE ACREDITO NA VIDA
E TENHO UMA ALMA FAMINTA PARA DELICIAR
UM BRINDE AO SONHO!!!

TALES S. PEREIRA
 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

MINHA MATÉRIA



Compus-me de elementos errados
Em busca de ideal de vadiagem
Encontrei sonhos selados
E atirei-me ávido na miragem


Na gula do erro abusei
Para não matar minha fome de pão
E toda a minha castidade fora atirei
Para quebrar todas a regras do não


Na torta estrada da vida encontrei
A fórmula de não ser perfeito
-Pronto, outro corpo então farei-
Exclamei, ele é o eleito!


E vi  nascer um torto anjo
Tão louco como o original
As asas de pronto arranjo
Só não arrumo o ar divinal


E ele não foi o prometido
Usurpou-me o coração
Alegou-me que não o tinha merecido
Fatal distração


Não conseguiu meu coração
Furioso rasgou-se por inteiro
Esperava por mim comoção
Desfez-se como horizonte no veleiro


Então aprendi de que matéria me formei 
Não foram de preciosos elementos
E então da lista da perfeição me risquei
Rasguei também a lista dos lamentos


Escrevi uma nova receita a contento:


"Sou feito da matéria bruta, do diamante às vezes lapidado,
mas que nunca perde sua essênciaSou feito astro errante, que anda com o sonho no peito
e não sabe a hora de cair"


Tales S. Pereira 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FAÇANHAS DE UMA TRAVESSA

 
Em teus olhos de sapeca e mimosa
Traço o paralelo de suas viagens
Sabes ser perigosamente tortuosa
Arrecada por tuas formas, grandes vantagens

Faz do mundinho dos outros seu inferno astral
Aposta de graça o sortilégio alheio
Mas em teu ser não há nada de mal
E brincas sorrateiramente neste altivo devaneio

E manipulas o coração como médico do faz-de-conta
Realizas as mais diversas diabruras
Mas se ofende não se mete em afronta
Disfarça com suas táticas de candura

Nas tuas tramas se encontram os doces carinhos
Mas se encontra um coração amado, o viras às avessas
Produz essências de encanto, com seu viciante cheirinho
Sempre acabas recolhendo corações,terna travessa

Tales S. Pereira

GALÁXIA DE AMOR

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Vejo-a no meu céu de sentimento
Percorre os caminhos galácticos
Seus cabelos perfazem os leves arfares do vento
Deixas os astros com inveja pobres fanáticos

Flutua na galáxia de esplendor
Orbita no espaço enamorado
Deixas minha alma em torpor
Sorriso fatal, brilho ensolarado

Faz-me se cometa, viaja em minha chama de emoção
Descobri os segredos do universo
Explode e em amor e efervescência, destrói o orbe do coração
Sede inspiração para a loucura do meu verso

Meu lindo corpo celeste, de que fenômeno nasceu?
Num Big Ben acelerado, arde minha vontade
Vejo teu corpo em pura luz, vejo que já transcendeu
Vejo-me ligado em tua fatalidade

Unimo-nos em grandes explosões cósmicas de intensidade
Fica em minha galáxia de amor latente
Roubo os anéis de Saturno em tua fidelidade
Acaricio o teu delicioso quarto crescente

Não seja finita com bilhões de anos
Mas seja infinita com sua dezena de qualidades
Em teu capricho fico louco, insano
Mas vou ao desconhecido pela sua vaidade

Está descrito nos pontos do céu
Sua jovialidade, ternura de mulher
Sinto tua doçura diáfana, desliza como mel
És tu minha estrela de calor, flor de bem-me-quer


Tales S. Pereira

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